Natal, 21 de abril de 2009. Naquele dia, a adolescente Maria Luíza Fernandes Bezerra, 15 anos, foi vista pela última vez, a caminho da praça de Cidade da Esperança, onde nunca chegou. No meio do caminho, a jovem desapareceu. Seis dias depois, seu corpo foi localizado, em avançado estado de decomposição, dentro de um matagal do conjunto Jardim América, no bairro de Cidade da Esperança. A jovem foi estrangulada e vítima de violência sexual. Uma brutalidade sem explicação e, por enquanto, impune. Um ano depois, não há um preso acusado de cometer o crime.
Familiares e amigos farão uma manifestação hoje, pedindo justiça, semelhante ao ato que foi feito no ano passado Foto: Joana Lima/DN/D.A Press
Após todo esse tempo de investigação, a delegada Adriana Shirley, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), diz ter uma nova informação e poderá concluir o inquérito nos próximos dias. Enquanto isso, a família da garota permanece sem conhecer os detalhes do caso e sofre com a saudade. Familiares, colegas e moradores do Bom Pastor, onde a garota morava, farão uma manifestação a partir das 16h de hoje, ao longo da Avenida Capitão-Mor Gouveia, clamando por justiça.
Adriana Shirley afirma que recebeu uma nova informação que corrobora com a atual linha de investigação. "Não posso revelar do que se trata, não somente pelo fato do inquérito correr em segredo de Justiça, mas também por que isso iria atrapalhar as investigações". A delegada afirma que a informação está sendo checada e espera que o inquérito policial seja remetido em breve para a Justiça. A data, porém, ela diz não poder adiantar, uma vez que está atualmente de licença médica. "Mas deixei tudo encaminhado antes disso para que a minha equipe pudesse trabalhar".
Até então, apenas Thiago Filipe Rodrigues Pereira e Luiz Ivan Bezerra Araújo foram apontados como suspeitos do crime. Ambos foram presos no dia 10 de maio do ano passado, o primeiro por mandado de prisão preventiva e o outro por temporária. O argumento na época usado pela delegada Adriana Shirley para a detenção da dupla era de que ambos estariam atrapalhando as investigações, mentindo em depoimentos e ameaçando testemunhas. Contudo, ambos foram soltos ainda em junho e julho do ano passado.
Thiago Pereira foi quem permaneceu mais tempo custodiado, seis meses, mas teve a prisão relaxada pelo juiz Rosivaldo Toscano, argumentando o excesso de prazo para conclusão do inquérito sem provas que comprovassem a participação do suspeito no crime. A advogada do suspeito, Kátia Nunes, garante a inocência de seu cliente. "Thiago ficou em casa durante aquela noite. Ele viu sim a menina passar pela rua onde mora, mas não passou disso. A polícia precisa abrir o leque das investigações". A equipe do Diário de Natal foi até a casa do suspeito, em Cidade da Esperança, na manhã de ontem, mas ele não se encontrava. A família dele se recusou a comentar o caso.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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